Greenpeace - RIA

Eu nunca fui fã do site do Greenpeace e, afora os vídeos que foram viralizados, sempre achei o material online deles um pouco fraco. Por outro lado, eu adoro as campanhas e protestos dos ativistas. São criativos, ousados e ganham mídia facilmente.



Hoje vi um RIA (Rich Internet Application ou Aplicação Rica para Internet) do Greenpeace em Flash muito interessante. O potencial do Adobe Flash para mídia interativa sempre causou repercussão no meio online e abre portas para aplicações que levam a um alto nível a experiência do/com o usuário e isso está sendo muito bem explorado no meio publicitário.

Você envia uma foto sua ou simplesmente liga a webcam e sua foto fará parte do experimento que aborda um pouco do assunto do aquecimento global.


Aceite o convite e divulgue a campanha. Vale a pena.

Publicado às 23:27 de sábado, 21 de abril de 2007 por Postado por Wendely Leal | 6 comentários Links para esta postagem   | Categorias: , , ,

300

Primeiro texto. Provavelmente você já sabe, sou Wendely Leal. Vou deixar a apresentação e os motivos da criação do blog pra outra vez. Vamos ao que interessa :)

Os 300 de Esparta

O filme só não é mais inspirador do que o treino dos atores. E em homenagem ao treino/filme, Beto e Allan traçaram uma meta e marcaram um treino pra atingir essa meta. A proposta era de 300 SDPs(saut de précision ou só précision). Pra quem ainda não entendeu nada, o assunto é Parkour e saut de précision é um salto onde o objetivo é ser preciso na conclusão do movimento. Um bom exemplo pra ilustrar seria um salto de um corremão para outro. Entendeu? :)

Voltando ao que interessa, a Sofia me avisou do treino que seria na quinta seguinte, dia 12.04. Já saindo de casa, onde deixei uma viga de concreto, daquelas usadas pra fazer os meios-fios das calçadas, fiz 3 précisions. O problema é que no terceiro cheguei muito com as pontas dos pés e torci o tornozelo. É lógico que as conseqüências desse erro pequeno, e era pequeno mesmo, viriam só uma hora depois, já na 303 sul, no local do treino.

O treino

O treino já começou ótimo. Depois de alongar fizemos 50 précisions tranqüilamente. Descansamos alguns minutos e fizemos mais 50. Minhas pernas estavam inteiras. Paramos pra respirar mais um pouco e seguimos pra mais 100 précisions. Dessa vez direto. Sem descanso. Em alguns, entre eles, eu senti meu tornozelo fraco, mas continuei até que errei feio. Culpa daquele outro que errei e nem me importei com as conseqüências do erro. Como desgraça pouca é bobagem eu continuei buscando minha meta de 300 précisions. Fechei os 100, somando 200. Foi quando paramos por um tempo um pouco maior. Quem treina sabe. A dor só aparece de verdade quando o corpo esfria.. e apareceu.
Continuei a série. Agora eram mais 50 e foram mais 50 com dor e mais lentos do que os dos outros. Ainda uma dor só chata, nada de insuportável.

250 e contando - "Se você quer conhecer o seu corpo, tem de movimenta-lo de todas as formas possíveis" (David Belle)

Mais uma parada. Mais uma vez o corpo frio. Mais dor. O pé já mal cabia dentro do tênis de tão inchado. Faltavam só 50 pra cumprir a meta e lá fui eu fazer. Dessa vez o ponto de chegada estava mais alto em relação ao de saída. É mais força na saída, mas mais controle na chegada e era isso que importava naquela hora.
Como disse a Sofia, eu deveria ter parado quando lesionei. Parkour é compreender os limites do próprio corpo antes de ultrapassá-los. Respeitar o corpo e saber escutá-lo é fundamental, mas eu estava muito focado na meta que eu havia traçado. Erro meu, mas há sempre o que aprender em qualquer situação.

Quando voltou de Lisses, Bernardo trouxe uma "frase" do Belle: "Se você quer conhecer o seu corpo, tem de movimenta-lo de todas as formas possíveis". Ele até escreveu sobre no blog parkourbr.
É muito interessante como esse conceito se repetiu quando os franceses vieram treinar aqui em Brasília. Eu estava treinando précisions do lado do Erwan quando percebi que ele estava treinando apenas com um pé. Conversando com ele, ele explicou que não adianta saber fazer précisions apenas com os dois pés quando você só puder usar um.
Eu vivi isso enquanto queria atingir minha meta e carregava comigo uma dor já insuportável no meu pé esquerdo.
Eu fiz, numa teimosia imbecil, admito, os últimos 50 précisions com a perna direita apenas. Na saída eu lesionava mais o tornozelo esquerdo, pois a distância não me permitia sair apenas com a direita, mas a chegada era apenas com a direita, pois era impossível apoiar o pé esquerdo.

Deixei o corpo esfriar enquanto antes de ir pro carro. Erro meu. Demorei uns 2 minutos pra andar míseros 100 metros ou menos. Em casa, pé na bacia de gelo com água. Eu tinha a escolha da dor do meu pé queimando no gelo ou do pé doendo por si só. Depois do pé no gelo, muito, mas muito mesmo, tempo com o pé na água quente. Isso sim aliviou :)

Agora estou tentando ser mais inteligente e poupando o tornozelo. Quero me recuperar pra voltar a treinar mais pesado. O preço que eu estou pagando por não escutar meu corpo é um tempo de molho, sem poder treinar.

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Publicado às 18:35 de segunda-feira, 16 de abril de 2007 por Postado por Wendely Leal | 7 comentários Links para esta postagem   | Categorias: , , ,